Qual a principal necessidade do ser humano?

Qual a principal necessidade do ser humano? Esta foi a pergunta que o Espírito me fez em uma tarde, e logo pensei no texto que diz: “maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão…” Gênesis 3:17-19. Pensei na necessidade que o homem tem de tirar da terra o seu sustento; é algo instintivo, natural, da sobrevivência do homem.

Porém houve algo anteriormente feito, muito maior que este princípio. É o primórdio de nossas vidas. Deus nos criou. Ele nos criou para andarmos com Ele. Logo, a razão de nosso viver é andar com Deus, é ter COMUNHÃO COM DEUS.

E esta sim é a verdadeira necessidade do ser humano, estar na presença do Altíssimo. Não é fácil, porém, ter tal procedimento; este primórdio foi, através do pecado, rompido. Mas, por meio de Jesus Cristo, podemos ter novamente, acesso a Deus. Jesus é o caminho.

Então agora, cientes da necessária, fundamental e primordial comunhão com Deus, nos acheguemos confiadamente junto ao trono da graça (Hebreus 4:16).

A essência desta comunhão, constitui-se no amor. No amor de Deus por nós (que é puro, verdadeiro, eterno e fiel), e de nós amarmos a Deus. Vejam, pois, que eu não usei a expressão: “o nosso amor por Deus”. Ora, sabemos que de nós não provém nada de bom. Em nós apenas há paixões e desejos malignos de fazer a nossa própria vontade. E atentem para a palavra “paixão”. O amor não é paixão.

Em busca de uma boa definição desta diferença, entre amor e paixão, fui direcionado pelo Espírito a procurar todas as citações bíblicas sobre paixões. Tudo o que encontrei era ligado a carne e ligado ao pecado (exemplo disto está bem claro nas epístolas de Pedro). Vi também, não na Bíblia mas na internet, uma frase que dizia assim: “O mar é o amor, e as ondas são as paixões”. Claro, as paixões não provém do amor, como as ondas provém do mar. Mas esta frase deixa clara duas coisas importantíssimas. A singularidade do amor, e a sua eternidade. “O mar” “o amor”, é uma coisa só, e é eterna, longânime, e está em Deus. Cuidado, pois, ao mencionarmos a palavra “paixão” ou “apaixonar”. Não desejo ser “apaixonado por Jesus”. Quando ouço tal frase em orações, não concordo, e por vezes, até repreendo, pois longe de mim qualquer sentimento carnal. Quero AMAR a Jesus, assim como Ele me AMOU.

Em Deus está o amor, o ÚNICO e verdadeiro amor; Ele é amor. Como pois poderemos amar a Deus? Só há um meio: amarmos a Deus, com o amor dEle. Pedirmos, com fé, para que o Seu amor seja em nós derramado. E então, nos apropriamos pela fé (que também não vem de nós) do amor em nós derramado. E então, com o amor em nós, seremos postos em provações e tribulações (permitidas por Deus), para que ele, o amor, cresça e seja aperfeiçoado. A pequena, mas preciosa, medida que foi derramada sobre nós, crescerá, pois, a cada dia, na plenitude do conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!

Por Bruno Nilson

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *